De acordo com o jornal Folha de São Paulo o premiê Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, prometeu, neste final de semana (27/8), investir US$ 30 bilhões (ou RS$ 98 bilhões) no continente africano nos próximos três anos durante uma reunião na cúpula Japão-África em Nairóbi, no Quênia. Esta reunião foi considerada história por muitos de seus participantes.
Mais informações disponíveis em: http://folha.com/no1807644
Gabrielle Balceskis nº 14
(eu juro que escolhi porque era a mais recente, e não porque o Japão estava envolvido)
A família do
ex-líder sul-africano Nelson Mandela está furiosa com a utilização de uma
gravação do ex-presidente pelo principal partido da oposição na campanha
eleitoral para governos locais, marcadas para o mês que vem.
Em uma propaganda de campanha, divulgada pela
Aliança Democrática (AD) no Youtube no fim de semana, uma jovem entra em uma
cabine de votação enquanto a voz de Mandela é ouvida pedindo por justiça, paz,
trabalho e pão. A mulher então faz uma marca na cédula perto da logomarca da
AD.
"A AD está fazendo isso beneficiar um partido do qual Mandela não
era membro", disse Mandla Mandela, neto do ex-presidente e membro do
partido governista Congresso Nacional Africano (CNA) no Parlamento, à emissora
ANN7.
O CNA, que teve Mandela como membro de longa data e líder, está no poder
desde o fim do apartheid em 1994. Mas o partido enfrenta um duro desafio nas
eleições locais desde 3 de agosto.
A AD espera capitalizar em cima da fraca performance econômica e de
acusações de corrupção contra o CNA.
Em resposta às críticas da família de Mandela, a AD defendeu o uso das
palavras do ex-líder sul-africano. "Este grande homem defendia uma África
do Sul não-racial, disse a porta-voz da AD Refiloe Nt’sekhe. "A AD é o
único partido capaz de levar a África do Sul para o futuro não-racial de que
precisa. Dizer que Mandela não pertence a todos os sul-africanos é atroz."
Henrique Florence Wagner Ciprino N°18 3°A
Proposta de 'An African City' é mostrar como vivem as mulheres ricas e fãs de grifes de Gana, país localizado em um continente marcado pela guerra e pela pobreza
Da esquerda para direita: Esosa E,
Nana Mensah, MaameYaa Boafo, Marie Humbert e Maame Adjei, as personagens
principais de "An African City"
É preciso admitir: "An African
City", a mais recente série de Gana lançada na web sobre cinco jovens
mulheres que procuram pelo seu amor na cidade de Accra, é uma versão mais
ousada do seriado americano "Sex and The City". Em cena, há sandálias
de tiras, vestidos que roubam a cena feitos pelos fântis - povo que vive na
região sul da Gana -, e um bando de homens que passeiam pelas camas de Nana
Yaa, Makena, Zainab e Sabe. Quase todas as mulheres do seriado africano são tão
livres e liberais em relação ao sexo quanto as de "Sex and the City".
Com exceção de Ngozi - que represente a recatada Charlotte, do programa
americano.
As mulheres se encaixam
perfeitamente nos tipos de Carrie e Miranda da versão americana. Personagem
principal da série, Nana Yaa é uma jornalista de rádio que passa por dúvidas
existenciais sobre relacionamentos amorosos ao longo de toda a história. Zainab e Makena desempenham um papel
semelhante ao de Miranda - independentes e donas de seus próprios negócios.
Ngozi é a carola que trabalha em uma ONG e que sempre torce o nariz quando o
assunto é homem. E Sade seria a Samantha, de Sex and the City, que é a que
deixa camisinha suja dentro da bolsa de grife comprada pelo seu namorado rico e
casado. Todas elas gastam a maior parte do tempo bebendo drinques nos
restaurantes enquanto falam de homens que esperam que um dia elas larguem o
emprego para ficar cuidando da casa.
A ideia da criadora do show, Nicole
Amarteifio, é mostrar um lado invisível da cultura de Gana, localizada em um
continente marcado apenas pela guerra e pela pobreza. No seriado, não há nada
disso. Em vez disso, "An African City" mostra a vida de mulheres
abastadas da África. Makena é uma advogada formada em Oxford, e Sade, em
Harvard. Já Zainab pertence à elite do império karité e o pai de Nana Yaaa
é ministro de Energia do País. Por meio
dessas cinco personagens, o seriado tenta explorar como uma jovem
"ocidentalizada" se adequa à realidade de seu País de origem.
Essas cinco mulheres são
"repatriadas" depois que deixaram Gana para passar uma temporada no
ocidente. Em seguida, voltam para a casa com a chamada "síndrome do
salvador repatriado". Muitas críticas têm sido feitas ao seriado pela
distância que ele mantém da realidade de Gana, que ainda sequer tem placas nas
ruas ou motoristas particulares. O estilo de vida retratado pelo "An
African City" é o vivido por pouquíssima gente em Gana: apenas 1% da
população.
Apesar disso, o que tem chamado a
atenção da série é sua capacidade de transformar a situação que vivem as
mulheres do mundo todo em uma crítica incisiva sobre a as culturas ocidentais e
africanas. Trazer uma advogada de Washington para conhecer a família na África
revela, por exemplo, a divisão existente entre os negros americanos e
africanos.
"É definitivamente a geração
da minha mãe que vêm até mim dizer: ' Bom trabalho , bom trabalho'" , diz
Nicole Amarteifio. "E eu estou assumindo que é porque gostam do fato de
que são cinco mulheres jovens falando tão livremente sobre sexo. Há algo tão
libertador sobre nessas cinco mulheres...”
A própria criadora da série é uma
repatriada, assim como outros membros do elenco. Nicole Amarteifio voltou para
Gana depois de fazer pós-graduação em Georgetown. Ao voltar, ela conseguiu um
emprego no governo, apesar de não gostar muito dele. Depois, se apaixonou,
terminou o namoro e se afundou nas temporadas de "Sex and the City".
Ela disse ter se enxergado no seriado, com suas amigas nos EUA. “Aquelas
mulheres me pareciam muito familiares”, afirma Nicole.
An African City deve estar
disponível no Netflix em breve.
http://emais.estadao.com.br/noticias/moda-beleza,netflix-deve-lancar-versao-africana-de-sex-and-the-city,10000069928
Maria Luiza Cardoso

A filha da
viúva de Nelson Mandela falou pela primeira vez sobre como perdeu a visão de um
dos olhos após ser agredida pelo ex-namorado.
O caso ocorreu em outubro deste ano
na capital de Moçambique, Maputo.
Em entrevista à BBC, Josina Machel
afirmou ter sido agredida com dois socos após dizer a seu ex-namorado que
pretendia ir à casa da mãe, que comemorava 70 anos naquele dia.
"Disse a ele que queria ir à
casa da minha mãe e não ao lugar que ele queria que eu fosse. Ele começou a me
acusar de querer voltar (para a casa da minha mãe) e ficou muito nervoso. De
repente, levei um soco na cara. E logo depois veio o segundo", relembra.
"Fiquei chocada pois nunca
havia sido agredida antes. O segundo soco me cegou imediatamente porque saiu
muito sangue", acrescenta.
Josina relembra que a agressão
aconteceu dentro do carro do ex-namorado. Ela falou que abriu a porta do
veículo e fugiu para "sobreviver".
"Após os dois socos, ele me
agrediu novamente. E eu decidi sair do carro. Pensei comigo mesma que se
continuasse ali perderia a minha vida porque tudo foi muito violento", diz
ela.
"Não tinha sapatos, saí
correndo e só pedia ajuda. Mas ninguém me ajudou".
"Infelizmente, o presente para
a minha mãe foi um olho cego", acrescenta.
Por causa do processo que corre na
Justiça, Josina afirmou não poder revelar o nome do agressor, mas afirmou que
ele é conhecido e tem conexões políticas.
Josina é filha de Graça Machel,
viúva de Nelson Mandela
Questionada sobre como foi agredida
mesmo sendo filha do ex-presidente de Moçambique, Samora Machel, e enteada do
ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, Josina diz que a violência
doméstica pode acontecer "com todo mundo".
"A violência doméstica pode
acontecer com todo mundo. Acontece com mulheres de diferentes raças, de
diferentes níveis educacionais, de diferentes classes sociais. Olhe para mim.
Eu perdi um olho. Há tantas outras que perdem a vida. Pelo menos eu pude contar
a minha história", afirma.
Segundo um relatório de 2013, os
países africanos concentram os maiores níveis de violência de gênero do mundo,
com 45.6% das mulheres vítimas de violência física ou sexual, comparada com 35%
no mundo.
Notícia publicada em 01 dez 2016.
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151201_violencia_domestica_enteada_mandela_entrevista_bbc_100w
Maria Luiza Cardoso, número 31
Notícia publicada em 01 dez 2016.
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151201_violencia_domestica_enteada_mandela_entrevista_bbc_100w
Maria Luiza Cardoso, número 31

Crianças burundinesas em campo de refugiados em Ruanda - abril de 2015 (Edmund Kagire/Associated Press/VEJA)
O
governo de Ruanda anunciou nesta sexta-feira que realocará em outros países os
cerca de 75.000 refugiados burundineses que chegaram ao país para fugir da onda
de violência que o Burundi vive desde a reeleição fraudulenta de seu
presidente, Pierre Nkurunziza.
Segundo
justificou a ministra ruandesa de Relações Exteriores, Louise Mushikiwabo, os
“interesses políticos” que foram criados em torno dos refugiados burundineses
“são inaceitáveis”. O governo de Ruanda foi reiteradamente acusado de treinar
os refugiados burundineses para que tirassem Nkurunziza do poder.
A
ministra, que ressaltou a inconveniência de receber refugiados de um país com o
qual compartilha fronteira, trabalhará “estreitamente” com seus “parceiros
internacionais” para tirá-los dos campos que ocupam em diferentes cidades de
Ruanda.
Burundi
está imerso em uma grave crise que explodiu em abril do ano passado quando seu
presidente anunciou que concorreria pela terceira vez às eleições, o que é
proibido pela Constituição e viola os acordos que acabaram com uma longa guerra
civil em 2005.
Nkurunziza
foi reeleito em julho, em pleito que a comunidade internacional considera
fraudulentos, o que não impediu que o presidente se mantivesse em seu cargo.
Segundo
a ONU, além das mais de 400 pessoas que foram assassinadas durante esta crise
política, 237.000 tiveram que fugir do país.
Notícia publicada em 12 fev 2016.
http://veja.abril.com.br/mundo/ruanda-planeja-expulsar-75-000-refugiados-burundineses/
Maria Luiza Cardoso




